Symbolbild: EIne orangefarbene Warnlampe

Venezuela: Nein zum „Krieg gegen Drogen“ als Vorwand für US-Intervention

Die My Brain My Choice Initiative ist Unterzeichnerin des internationalen Statements. Der Appell wurde von der Coalición Americana de Política de Drogas – CAPD (American Drug Policy Coalition) initiiert und am 7.1.2026 veröffentlicht.

Eine deutsche Übersetzung folgt in Kürze.


7.1.2025

Português abaixoEnglish belowListe der unterzeichnenden zivilgesellschaftlichen Organisationen

Venezuela: no a la “guerra contra las drogas” como excusa para la intervención de Estados Unidos

Las organizaciones de la sociedad civil de América Latina y del mundo que trabajamos en políticas de drogas, reducción de daños y derechos humanos expresamos nuestro rechazo al uso del paradigma de la “guerra contra las drogas” por parte de Estados Unidos para justificar acciones de presión, injerencia e intervención sobre Venezuela y la amenaza de acciones similares contra otros Estados soberanos de la región.

La experiencia regional demuestra con claridad que este enfoque ha fracasado y ha generado consecuencias devastadoras: militarización, violencia, criminalización de poblaciones vulnerabilizadas y graves violaciones a los derechos humanos. Lejos de controlar la producción o el suministro de drogas, las intervenciones militarizadas no solo han sido ineficaces, sino que han contribuido de manera paradójica a la consolidación y el enriquecimiento del crimen organizado. América Latina conoce bien estos efectos y rechaza que este paradigma sea reutilizado para legitimar nuevas formas de intervención.

En este marco, la apelación a supuestos escenarios de “narcoterrorismo” resulta particularmente peligrosa. Esta noción, que carece de reconocimiento como categoría válida en el derecho internacional, ha sido históricamente utilizada para justificar ejecuciones extrajudiciales, operaciones militares encubiertas y la expansión del derecho penal estadounidense más allá de sus fronteras, sin cumplir con los estándares internacionales que regulan la jurisdicción y el uso legítimo de la fuerza.

Presentar a autoridades de un Estado como “prófugas” de la justicia de otro y pretender aplicar de manera unilateral leyes nacionales en territorio extranjero no solo carece de fundamento jurídico, sino que constituye una grave vulneración de la soberanía estatal y del orden jurídico internacional establecido por la Carta de las Naciones Unidas. Ninguna excepción reconocida por el derecho internacional habilita este tipo de acciones, ni los tratados internacionales de control de drogas contemplan o autorizan medidas de esta naturaleza en el marco de la cooperación global en materia de drogas.

Reconocemos la grave situación de derechos humanos y la profunda crisis de legitimidad institucional que atraviesa Venezuela. Sin embargo, advertimos que este contexto no habilita la suspensión del derecho internacional ni justifica la utilización de marcos securitarios como mecanismo de intervención sobre la soberanía de un Estado. Reafirmamos nuestra solidaridad con el pueblo venezolano y rechazamos las acciones de presión e injerencia externa que vulneran el derecho a la autodeterminación y sientan precedentes graves para toda la región.

Como organizaciones que promovemos políticas de drogas basadas en los derechos humanos, la reducción de daños y la salud pública, sostenemos que la violencia, la amenaza y la intervención no son herramientas legítimas para abordar los desafíos del campo de las drogas. El lenguaje de guerra reemplaza la deliberación democrática por la lógica de la excepción y normaliza prácticas incompatiblescon los estándares internacionales de derechos humanos. Cuando se impone la lógica de la guerra, la vulneración de derechos se normaliza.

Respetar la soberanía implica construir acuerdos multilaterales, con metas compartidas y mecanismos transparentes, sin trasladar costos, sin exportar riesgos y sin imponer soluciones unilaterales.

Português:

Venezuela: não à “guerra contra as drogas” como desculpa para a intervenção dos Estados Unidos

As organizações da sociedade civil da América Latina e do mundo que trabalham com políticas de drogas, redução de danos e direitos humanos expressam seu repúdio ao uso do paradigma da “guerra contra as drogas” por parte dos Estados Unidos para justificar ações de pressão, ingerência e intervenção sobre a Venezuela e a ameaça de ações semelhantes contra outros Estados soberanos da região.

A experiência regional demonstra com clareza que este enfoque fracassou e gerou consequências devastadoras: militarização, violência, criminalização de populações vulnerabilizadas e graves violações aos direitos humanos. Longe de controlar a produção ou o fornecimento de drogas, as intervenções militarizadas não apenas foram ineficazes, mas contribuíram de maneira paradoxal para a consolidação e o enriquecimento do crime organizado. A América Latina conhece bem esses efeitos e rejeita que este paradigma seja reutilizado para legitimar novas formas de intervenção.

Nesse contexto, o apelo a supostos cenários de “narcoterrorismo” revela-​se particularmente perigoso. Esta noção, que carece de reconhecimento como categoria válida no direito internacional, tem sido historicamente utilizada para justificar execuções extrajudiciais, operações militares secretas e a expansão do direito penal estadunidense para além de suas fronteiras, sem cumprir com os padrões internacionais que regulam a jurisdição e o uso legítimo da força.

Apresentar autoridades de um Estado como “foragidas” da justiça de outro e pretender aplicar, de maneira unilateral, leis nacionais em território estrangeiro não apenas carece de fundamento jurídico, como também constitui uma grave violação da soberania estatal e da ordem jurídica internacional estabelecida pela Carta das Nações Unidas. Nenhuma exceção reconhecida pelo direito internacional permite esse tipo de ação, nem os tratados internacionais de controle de drogas contemplam ou autorizam medidas desta natureza no âmbito da cooperação global em matéria de drogas.

Reconhecemos a grave situação de direitos humanos e a profunda crise de legitimidade institucional atravessada pela Venezuela. No entanto, alertamos que este contexto não permite a suspensão do direito internacional nem justifica a utilização de marcos de segurança como mecanismo de intervenção sobre a soberania de um Estado. Reafirmamos nossa solidariedade com o povo venezuelano e rejeitamos as ações de pressão e ingerência externa que vulneram o direito à autodeterminação e criam precedentes graves para toda a região.

Como organizações que promovem políticas de drogas baseadas nos direitos humanos, na redução de danos e na saúde pública, sustentamos que a violência, a ameaça e a intervenção não são ferramentas legítimas para abordar os desafios do campo das drogas. A linguagem de guerra substitui a deliberação democrática pela lógica da exceção e normaliza práticas incompatíveis com os padrões internacionais de direitos humanos. Quando a guerra se torna óbvia, a violação de direitos torna-​se invisível.

Respeitar a soberania implica construir acordos multilaterais, com metas compartilhadas e mecanismos transparentes, sem transferir custos, sem exportar riscos e sem impor soluções unilaterais.

English:

Venezuela: No to the “War on Drugs” as a Pretext for U.S. Intervention

Civil society organizations from Latin America and around the world working on drug policy, harm reduction, and human rights express our rejection of the use of the “war on drugs” paradigm by the United States to justify pressure, interference, and intervention against Venezuela and other sovereign states in the region under threat.

Regional experience clearly shows that this approach has failed and has produced devastating consequences: militarization, violence, the criminalization of marginalized populations, and serious human rights violations. Far from controlling drug production or supply, militarized interventions have not only failed to do so, but have paradoxically contributed to the consolidation and enrichment of organized crime. Latin America is well aware of these impacts and rejects the recycling of this paradigm to legitimize new forms of intervention.

In this context, the invocation of alleged scenarios of “narco-​terrorism” is particularly dangerous. This notion, which lacks recognition as a valid category under international law, has historically been used to justify extrajudicial killings, covert military operations, and the expansion of U.S. criminal jurisdiction beyond its borders, without meeting international standards governing jurisdiction and the legitimate use of force.

Portraying authorities of one State as “fugitives” from the justice system of another and attempting to unilaterally apply domestic laws in foreign territory not only lacks legal basis, but also constitutes a serious violation of state sovereignty and the international legal order established under the United Nations Charter. No exception recognized under international law permits such actions, nor do international drug control treaties contemplate or authorize measures of this nature within the framework of global cooperation on drugs.

We acknowledge the serious human rights situation and the profound crisis of institutional legitimacy in Venezuela. These circumstances, however, do not warrant the suspension of international law nor the use of securitized approaches as mechanisms of intervention into state sovereignty. We reaffirm our solidarity with the Venezuelan people and reject external pressure and interference that undermine self-​determination and establish dangerous precedents for the region.

As organizations working to advance drug policies based on human rights, harm reduction, and public health, we affirm that violence, coercion, and intervention have no legitimate place in responding to challenges related to drugs. The language of war replaces democratic deliberation with a logic of exception and normalizes practices incompatible with international human rights standards. When war becomes normalized, rights violations become invisible.

Respect for sovereignty entails the development of multilateral agreements anchored in shared objectives and transparent mechanisms, free from cost-​shifting, risk externalization, or unilateral imposition.

Organizaciones firmantes /​ Organizações signatárias /​ Signatory Organizations

  • Africa Network of People Who Use Drugs (AfricaNPUD), Africa
  • Coalición Americana sobre Políticas de Drogas (CAPD), Américas
  • Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (REDUC), Brazil
  • The International Coalition for Drug Policy Reform and Environmental Justice, Global
  • International Network of People who Use Drugs (INPUD), Global
  • Youth RISE, Global
  • Intercambios Asociación Civil, Argentina
  • RESET – Drugs, Policy and Human Rights, Argentina
  • Australian Injecting and Illicit Drug Users League (AIVL), Australia
  • Women and Modern World Social Charitable Center – CWMW, Azerbaijan
  • Colisão Pelo Clima Belo Horizonte, Brasil
  • Escola Livre de Redução de Danos, Brasil
  • Canadian Drug Policy Coalition, Canada
  • HIV Legal Network, Canada
  • Fundación Latinoamérica Reforma, Chile
  • Corporación Viviendo, Colombia
  • Elementa, Colombia y México
  • Asociación Costarricense para el Estudio e Intervención en Drogas (ACEID), Costa Rica
  • Asociación Costarricense de Reducción de Daños, Costa Rica
  • PARALELO, Ecuador
  • Lago Agrio Cannabico, Ecuador
  • National Harm Reduction Coalition, Estados Unidos & Puerto Rico
  • Finnish Association for Humane Drug Policy, Finland
  • My Brain My Choice Initiative, Germany
  • BerLUN e.V., Germany
  • Rights Reporter Foundation, Hungary
  • Lembaga Bantuan Hukum Masyarakat, Indonesia
  • Meglio Legale, Italia
  • La Società della Ragione, Italy
  • Forum Droghe, Italy
  • Kenya Network Of People Who Use Drugs (KeNPUD), Kenya
  • Eurasian Harm Reduction Association (EHRA), Lithuania
  • Instituto RIA AC, México
  • LANPUD México, México
  • Conexiones Psicoactivas, México
  • Cea Justicia Social, México
  • Kevin Escalante Carbajal, Independiente, México
  • Legalize, Netherlands
  • Mainline, Netherlands
  • Correlation – European Harm Reduction Network, Netherlands
  • Transnational Institute (TNI), Netherlands
  • Radboud university, Netherlands
  • Safer Drug Policies/​Foreningen Tryggere Ruspolitikk, Norway
  • Norwegian Association for Humane Drug Policy (FHR), Norway
  • Preventio, Norway
  • PREKURSOR Foundation, Poland
  • AREAL, Slovenia
  • Club Eney, Ukraine
  • International Drug Policy Consortium, UK
  • Harm Reduction International, UK
  • Transform Drug Policy Foundation, UK
  • Release, UK
  • Colectivo El Taller, Uruguay
  • Drug Policy Alliance, USA
  • StoptheDrugWar​.org, USA
  • Institute for Policy Studies – Drug Policy Project, USA

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